História

                                         PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL                                                                                                                          BREVE RESUMO                                                                                   -Partilha da África e Ásia(insatisfação da Itália e Alemanha que ficaram com territórios pequenos e desvalorizados)          
-Concorrência econômica entre as potências européias e corrida armamentista                                   -Nacionalismos(pan-germanismo e pan-eslavismo) e rivalidades                                                                                                                   INÍCIO DA GUERRA                                                                             -Estopim (começo):assassinato do príncipe do Império Austro-Húngaro Francisco Ferdinando                    -A guerra espalha-se pela Europa e por outras naçõea do mundo                                          
-Formação de Alianças:Entente(Inglaterra,França e Rússia) x Aliança(Itália,Alemanha e Império Austro-Húngaro)          
-Brasil participa ao lado da Tríplice Entente,enviando enfermeiros e medicamentos                                       -Guerra de Trincheiras
                                              NOVAS  TECNOLOGIAS DA GUERRA                                                    -A participação das mulheres como operárias na indústria de armamentos                                      
-Uso de aviões,submarinos e tanques de guerra                                                                                                                                      O FIM DA GUERRA                                                                                       -1917:entrada dos EUA e derrota da Tríplice Aliança(Alemanha e Império Austro-Húngaro)                         -O Tratado de Versalhes:imposições aos derrotados                                              
-Resultado da Guerra:10 milhões de mortos/cidades destruídas/campos arrasados                                                                                                                                                                                                                           PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL                                   Nos três primeiros anos da guerra,o Brasil permaneceu neutro.Porém,em 5 de abril de 1917,um submarino alemão atacou um navio brasileiro que estava carregado de café.Três brasileiros foram mortos.Em 20 de maio,outro navio brasileiro foi atacado,navegando em águas francesas foi torpedeado por um submarino alemão.Estes fatos marcaram a entrada do Brasil na guerra.                  
       O Brasil declarou guerra aos países da Tríplice Aliança,em 1 de junho de1917.Porém,o Brasil não enviou soldados para os campos de batalha na Europa.                                                                  
        O Brasil participou enviando medicamentos e equipes de assistência médica para ajudar os feridos da Tríplice Entente.Também participou realizando missões de patrulhamento no Oceano Atlântico,utilizando embarcações militares.
                                                                                                               
                   OS BENEFÍCIOS DA PRIMEIRA GUERRA PARA A ECONOMIA BRASILEIRA                  Durante os quatro anos da primeira guerra,os países europeus envolvidos no conflito voltaram a produção de suas indústrias para a fabricação de armamentos e equipamentos para os soldados.O Brasil ficou sem opções para importar produtos manufaturados da Europa,favorecendo assim a industrialização brasileira.                                                  
      O Brasil também faturou muito exportando matérias-primas para os outros países em guerra como,a borracha.Também exportou muitos produtos agrícolas(café,cacau e açúcar).                                                                                                                                                                                                                                            A EUROPA ENTRA EM DECLÍNIO                                                                                   A Europa vivia o apogeu da sociedade liberal e capitalista.Do modo de produção capitalista:a miséria do proletariado em meio à abundância,as crises de superprodução,a frenética busca de mercados,os problemas sociais e econômicos.Bom,todos esses problemas geraram a crise do mundo liberal capitalista,e a primeira guerra representou na prática o ínicio desta crise.                  
   Ofuscada pelos esforços de guerra,seu declínio era inevitável.Os problemas sociais e econômicos agravaram-se:a classe média se pauperizava e a pressão operária aumentava.

                           ATÉ 1914-HEGEMONIA NA EUROPA                                                                            A Europa exercia em 1914 a supremacia econômica e política sobre o resto do mundo.Econômica, porque controlava a maior parcela de produção mundial,62% das exportações de produtos fabris e mais 80% dos investimentos dos capitais no exterior,dominando e ditando os preços no mercado mundial.                 Dos 23 estados europeus,20 eram monarquias e só a França,Suíça e Portugal eram repúblicas.O Parlamentarismo,forma típica do liberalismo político,só existia de fato na Grã-Bretanha,Bélgica e França.

                               ALIANÇAS E CHOQUES INTERNACIONAIS NO PERÍODO  ANTERIOR À GUERRA                                                                                              
       O clima internacional na Europa era carregado de antagonismos que se expressavam na formação de alianças secretas e de sistemas de alianças,tornando a ameaça de uma guerra inevitável.                                       O desenvolvimento desigual dos países capitalistas,países que chegaram tarde à corrida neocolonialista,internacional,como a Alemanha,a reivindicarem uma redivisão do território econômico mundial;tendo se acentuado a rivalidade pela luta por mercados consumidores,pela aquisição de matérias-primas fundamentais e por áreas de investimentos.                              
 Existiam inúmeros pontos de atritos entre as potências,os quais geravam antagonismos,os principais eram:                1- o conflito anglo-gremânico:a Alemanha,unificada tardiamente e tendo se desenvolvido;                             2- o franco-alemão:os territórios franceses anexados à Alemanha em 1871.Os alemães se opunham também a penetração francesa no Marrocos,o que ameaçava a paz mundial com os incidentes de Tânger91905),Casablanca(1908) e Agadir(1911).              
            3-  o àustro-russo:afastados do Extremo Oriente após a derrota do Japão em 1905,voltaram as atenções para os Bálcãs,onde a política russa foi de apoio à Sérvia,foco de agitação nacionalista antiaustríaca;                                      
           4- o russo-alemão:controle dos Estreitos de Dardanelos,já que a rota do expansionismo russo cortava a do imperialismo alemão;  
          5- o àustro-sérvio:a Sérvia fomentava as agitações nacionalistas dentro do império áustro-húngaro,sendo constante fonte de atritos;  
    Foi esse último foco de atrito que provocou o ínicio do conflito,em 1914.                                  
    No plano ideológico a época se caracterizou pela intensificação dos nacionalismos.Podem ser mencionados o Pangermanismo(desenvolvido na Alemanha e afirmando a superioridade da "raça" alemã),o Revanchismo(dominando a França e com ideias de uma desforra contra a Alemanha por causa das perdas e humilhações sofridas em 1870) e o Pan-Eslavismo(difundido na Rússia e atribuindo aos russos a função de proteger os demais povos eslavos).                                                      
     Intensificou-se a produção de armas e munição,desenvolveu-se a construção naval,aumentaram-se os exércitos:era a Paz Armada.                                                                                                                                Existiu com isso a formação de dois sistemas de alianças.Um,a Tríplice Aliança,aparentemente mais coesa,agrupando Alemanha,Áutria-Hungria e Itália.O único ponto fraco era a Itália,por ser incerta sua atitude no ocasião de um conflito e também por estar se aproximando das potências da Entente Cordiale.                    Outro sistema era a Tríplice Entente,formada de uma alinça militar(a franco-russa)e dois acordos(a Entente Cordiale-franco-inglesa -e o acordo anglo-russo).Os vínculos entre tais países eram mais fragéis do que aqueles que entrelaçavam o "sistema alemão" e tinha contra si a fragilidade social,política e econômica da Rússia,sendo também difícil prever o comportamento da Inglaterra antes de iniciar-se um conflito armado.

       Em julho de 1914,quando o arquiduque,herdeiro do trono austíaco,Francisco Ferdinando,foi assassinado em Saravejo por um estudante da Bósnia-Herzegovina.                                                                        A partir daí os acontecimentosse precipitaram:                                              
     1- a Áustria apoiada pela Alemanha,enviou um ultimatum à Sérvia,o qual,não sendo atendido integralmente,levou os austríacos a declararem a guerra;                                                              
     2- a Rússia mobilizou as tropas em defesa da Sérvia,recebendo um ultimatum alemão para se desmobilizar;                  
     3- a 1 de agosto a Alemanha declarou guerra à Rússia e,dois dias após,à França;                                        4- a Bélgica foi invadida,ignorando a Alemanha a sua neutralidade,o que levou em 4 de agosto,a Inglaterra a declarar-lhe guerra;  
     5- a Itália se omitiu,embora pertencesse à Tríplice Aliança,argumentando que o seu compromisso com a Áustria e com a Alemanha previa sua participação apenas no caso de tais países serem agredidos;

                      INICIAVA-SE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL(1914-1918)   
      No ínicio da guerra,sete estados já se achavam envolvidos: Áustria Húngria,Rússia,Sérvia,Inglaterra,Bélgica.França e Alemanha.À 23 de agosto,o Japão juntou-se aos Aliados e,em novembro,a Turquia aderiu às potências centrais.

                                   A ''GUERRA DE MOVIMENTOS''                                                                                               Em 1914,a tendência principal foi dada pela ofensiva alemã na frente ocidental,com a penetração em território françês,e pelo avanço nos Bálcãs,onde a presença turca foi essencial.Em setembro a ameaça que pesava sobre Paris foi detida pela batalha do Marne,que levou a estabelização da frente ocidental.A Alemanha foi bloqueada pelos aliados e suas colônias ocupadas.Na frente oriental,a ofenciva russa foi detida pelas vitórias alemãs nos Lagos Mazurinos e em Tannenberg.
                           A "GUERRA DE TRINCHEIRAS"                                                                                         Nos anos 1915 e 1916, o périodo caracterizou-se na frente ocidental pela "guerra de trincheiras".No ano de 1915 foi marcado por gigantesca ofensiva alemã na frente ocidental visando eliminar a Rússia,antes de se voltar contra a França.                  
   A Itália entrou na guerra a favor dos Aliados,em troca de promessasinglesas de participar da partilha das colônias alemãs na África,receber vantagens territoriais na Ásia Menore uma posição domiante no Adriático:isto permitiu a abertura e nova frente.              
   A partir de 1916,o principal cenário da guerra foi a frente ocidental,onde se defrontavam franceses e alemães,destacando-se a batalha de Verdun,que paralisou a ofensiva gemânica.Na europa oriental,a entente realizou uma ofensiva que estimulou a entrada,ao lado dos aliados,da Rômenia,logo ocupada pelas potências centrais.
                        1917-ANO DECISIVO PARA A GUERRA                                                                            A eclosão do conflito ocorreu em 1917,caracterizando-se pelo agravamento da campanha submarina alemã,pela entrada dos Estados Unidos no conflito e retirada da Rússia da guerra com a trégua assinadaem dezembro,após os Bolchevistas terem tomado opoder.A entrada norte-americana no conflito foi decisiva porque todosos países envolvidos enfrentavam naquele ano problemas internos a Rússia assistiu à deposição da Monarquia em março e à tomada do podeer pelos Bolchevistas em novembro;na França,após fracassada ofessiva,as tropas se amontinaram;a Inglaterra estava à beira de um colapso,e mesmo entre as potências centrais a situaçaõ não era boa,uma vez que a campanha submarina alemã fracassara e as dificuldades de abastecimento eram enormes.                      
   Os Estados Unidos financiavam o esforço:de guerra franco-inglê,sem,no entanto,abdicar de sua neutralidade.Mas a ameaça de uma derrota da entente,que poria em risco os investimentos norte-americanos nesses países,foi aos poucos levando osEUA a abandonar seu "neutralismo".Quando a Alemanha declarou ao presidente Wilson sua intenção de bloquear asilhas britânicas e a França,tornando perigosa a situação dos navios neutros.Em,abril ,o congresso,por proosta de Wilson,declarou guerra à Alemanha.          
   A contribuição norte-americana foi decisiva:os EUA passaram a uxiliar diretamente os países da entente;economicamente,foi um golpe na campanha submarina da Alemanha,que passou a ser bloqueada,a entrada em cena dos contingentes norte-americanos quebrou o equilíbrio,já precário,mantida pelaspotências centrais;a maioria dos países da América Latina declarou guerra às potências centrais.

                     1918-VITÓRIA FINAL DOS ALIADOS                                                                                      O início de 1918 foi inaugurado pela enorme ofensiva das potências centrais contra a entente.Foram utilizadas todas as inovações bélicas,recomeçando a "guerra de movimento".A ofensiva alemã foi paralisada pela segunda batalha de Marne.A balança de forçasse inclinou definitivamente para a entente,que iniciou uma contra-ofensiva de grandes proporções,levando os alemães ao recuo.           
     Na europa oriental,a Búlgaria,ameaçada delas vitórias inglesas na Siria e no Iraque,decidiu depor as armas.A Hungria fo ameaçada e os italianos e os italianos em Vittorio Veneto iniciaram grande ofensiva.O Império Áustro-Húngaro se decompôs,pois cada nação proclamou sua independência.Só a Alemanha prosseguiu a guerra,mas a partir de novembro estouraram rebeliões da esquerda e,a 9 de novembro,a república foi proclamada.                                                               
    A 11 de novembro,os representantes do governo provisório alemão assinaram em Rethondes o armistício que punha a guerra à fim.                                                                                                                                                        PROBLEMAS CAUSADOS PELA GUERRA                                                                      Esta foi a primeira guerra da qual participaram todas as principais potências do mundo.As primeiras potências envolvidas eram industrias,foram utilizados todos os novos experimentos técnicos e a população civil sentiu na carne a guerra.Cda estado passou a controlar ou a submeter à sua autoridade a direção da economia,tomando medidas que revolucionaramos hábitos tradicionais,colocando em cheque as concepções doutrinárias tradicionais,uma vez que os diversos estados:
    1)recrutaram obrigatoriamente os civis,já que,em pouco,as reservas de homens se tinham esgotada;                2)modernizaram e intensificaram a produção de material bélico;dispuseram da mão-de-obra e regulamentaram seu emprego.                                                                                   
   A economia de guerra incluiu a fixação dos preços de venda das mercadorias e o racionamento mediante o estabelecimento de cotas de consumo à população civil.As fábricas deveriam produzir apenasartigos de guerra,os salários ficavam congelados e proibidas as greves.O financiamento da guerra ultrapassou as expectativas.A vida tornou-semuuito difícil para a população civil,que teve seu poder aquisitivo diminuído com alta desenfreada dos preços e o congelamento salarial em um momento em que a greve era proibida por ser considerada atividade antipatriótica.                                                                                                                                 PROBLEMAS POLÍTICOS E SOCIAS                                                                                  As liberdades políticas foram suspensas e os Parlamentos deixaram de ter voz ativa.Toda essa situação foi-se tornando insustentável durante o desenrolar do conflito.Começaram a se desenvolver,opiniões pacifistas nos própios governos e a oposição socialista continental aumentou.Em 1915 socialistas russos exilados,suíços,italianos,alemães e franceses realizaram em Zimmerwald,na Suíça,um congresso negando a União Sagrada e exigindo "uma paz,sem anexação e sem indenização".                                   
     Tudo isso estimulou motins,deserções e rebeliões da própria população civil,na Rússia o Czarismo foi derrubado com a participação da própria burguesia,ao mesmo tempo que se desenvolvia a Revolução Socialista(1917).                                                                                                                                      
                            TRATADOS DE PZ;A CONFERÊNCIA DE PARIS



   Em janeiro de 1919 reuniu-se em Paris uma conferência de paz,na qual eram representados 32 países-aliados e neutros.Os países vencidos e a Rússia não participaram.O objetivo de impor uma "paz cartaginesa"(severa)aos derrotados.                  
   Desde janeiro de 1918 que,em uma mensagem ao Congresso,o Presidente norte-americano Wilson tinha estabelecido os Quatorze Pontos:                                          
   1)abolição da diplomacia secreta;                                      
   2)livre navegação nos mares;                                                          
   3)supressão das barreiras econômicas;                                                      
   4)redução ao mínimo dos armamentos nacionais aos limites compatíveis com a segurança interna do país;      5)restauração da independência da Bélgica;                                                  
   6)restituição da Alsácia e da Lorena à França;                                                  
   7)autonomia para as nacionalidades do Império Áustro-Húngaro;
   8)regulamentação amigável das questões balcânicas;                                                  
   9)reconstituição de um estado polonês,com livre acesso ao mar;                                          
  10)instituiçaõ de uma sociedade das nações destinada a garantir a independência e a integridade territorial de todos os estados.                                                                                  
    As principais figuras da conferência foram os representantes da França(Clejnenceau),Inglaterra(Lloyde George) e Estados Unidos(Wilson) que concordaram em fundar a sociedade das nações.                                   Os países vencidos se recusavam a assinar os injustos tratados impostos,procurando a Alemanha,por todos os meios,ludibriar as determinações neles contidas.A Áustria e a Hungria não se conformaram com os tratados,que reduziram a primeira a um "anão disforme".Mas no final todos tiveram que assinar o acordo.                                 O TRATADO DE VERSALHES                                                                                            Regulava a paz core a Alemanha,sendo composto de 440 artigos;ratificadopela Alemanha em 28 de junho de 1919,na Galeria dos Espelhos.Seus artigos se dividiam-se em cinco capítulos:                                               1)o pacto da sociedade das naçoes;                                                      
    2)cláusulas de segurança;                                                              
    3)cláusulas territoriais;                                                                  
    4)cláusulas financeiras e econômicas;                                                          
    5)cláusulas diversas;                                                              
    Eis as principais estipulações:                                                                                                                       1)as cláusulas de segurança que era exigida pela França,que temia a desforra dos alemães;                           2)as cláusulas territoriais:devolução da Alsácia e da Lorena à França;renuncia atodas as colônias que foram atribuídas principalmente a França e á Inglaterra;                                                                      
    3)as cláusulas econômicas e financeiras:a título de reparação,deveria entregar locomotivas,parte da marinha mercante,cabeças de gado,produtos químicos;                                                              
    4)as cláusulas diversas reconhecimento da independência da Polônia e da Tchecoslováquia;proibição de se unir a Austria;                                                                                                                                                                                OUTROS TRATADOS DE PAZ                                                                                Com o desmembramento do Império Austro-Húngaro - devido a revoltas nacionais - e as anexações feitas pela Sérvia,Romênia e Grécia as custas da Turquia,Hungria e Búlgaria.A questão das províncias asiáticas da Turquia ficou para ser discutida mais.Foram assanados três tratados:o de Saint-Germain,com a Áustria;o de Trianon,com a Hungria;e o de Neuilly,com a Búlgaria.O último a ser assinado (1923)foi o de Lausanne,com a Turquia,por causa da reação turca as imposições do Tratado de Sèvres.              
    Os tratados de paz refletiam o cárater imperialista da guerra.Os principais beneficiários da guerra foram o Japão,que manteve a ocupação das colônias da Alemanha no Pcífico e se apossou das concessões alemãs na China,e a Inglaterra e a França,que receberam da Liga das Nações antigas colônias alemãs na África sob a forma de mandatos.                                  
    A União Soviética,ignorada pelas potências ocidentais na convocação para a Conferência de Pris,teve seus territórios invadidos pelos antigos aliados;o fracasso da intervenção militar resultou em uma política de isolamento ao primeiro estado socialista do mundo:a política do cordão sanitário.                                               Por outro lado,do conflito participaram pela primeira vez tropas coloniais que,ao retornar aos seus países de origem,iniciaram os movimentos nacionais de libertação,em nome da própria ideologia liberal européia:começava a descolonização da Ásia e da África.                                                                               A guerra também abalou o liberalismo político e econômico e a revolução russa comprovou na prática a aplicação das teorias socialistas.A guerra não pusera fim às rivalidades.Tudo recomeçaria,pois em Versalhes foram lançadas as sementes da segunda guerra mundial.                                                                                                                            PÓS-GUERRA
Em janeiro de 1919 reuniu-se em Paris uma conferência de paz,na qual eram representados 32 países-aliados e neutros.Os países vencidos e a Rússia não participaram.O objetivo de impor uma "paz cartaginesa"(severa)aos derrotados.                        Desde janeiro de 1918 que,em uma mensagem ao Congresso,o Presidente norte-americano Wilson tinha estabelecido os Quatorze Pontos:                                                                                    1)abolição da diplomacia secreta;                                                                2)livre navegação nos mares;                                                                3)supressão das barreiras econômicas;                                                            4)redução ao mínimo dos armamentos nacionais aos limites compatíveis com a segurança interna do país;                    5)restauração da independência da Bélgica;                                                        6)restituição da Alsácia e da Lorena à França;                                                        7)autonomia para as nacionalidades do Império Áustro-Húngaro;                                            8)regulamentação amigável das questões balcânicas;                                                    9)reconstituição de um estado polonês,com livre acesso ao mar;                                            10)instituiçaõ de uma sociedade das nações destinada a garantir a independência e a integridade territorial de todos os estados.                                                                                        As principais figuras da conferência foram os representantes da França(Clejnenceau),Inglaterra(Lloyde George) e Estados Unidos(Wilson) que concordaram em fundar a sociedade das nações.                                                Os países vencidos se recusavam a assinar os injustos tratados impostos,procurando a Alemanha,por todos os meios,ludibriar as determinações neles contidas.A Áustria e a Hungria não se conformaram com os tratados,que reduziram a primeira a um "anão disforme".Mas no final todos tiveram que assinar o acordo.                                                                                                                                                O TRATADO DE VERSALHES                                                                                                                                    Regulava a paz core a Alemanha,sendo composto de 440 artigos;ratificadopela Alemanha em 28 de junho de 1919,na Galeria dos Espelhos.Seus artigos se dividiam-se em cinco capítulos:                                                    1)o pacto da sociedade das naçoes;                                                            2)cláusulas de segurança;                                                                    3)cláusulas territoriais;                                                                    4)cláusulas financeiras e econômicas;                                                            5)cláusulas diversas;                                                                    Eis as principais estipulações:                                                                                                                                                1)as cláusulas de segurança que era exigida pela França,que temia a desforra dos alemães;                            2)as cláusulas territoriais:devolução da Alsácia e da Lorena à França;renuncia atodas as colônias que foram atribuídas principalmente a França e á Inglaterra;                                                                        3)as cláusulas econômicas e financeiras:a título de reparação,deveria entregar locomotivas,parte da marinha mercante,cabeças de gado,produtos químicos;                                                                    4)as cláusulas diversas reconhecimento da independência da Polônia e da Tchecoslováquia;proibição de se unir a Austria;                                                                                                                                                                                OUTROS TRATADOS DE PAZ                                                                                                                                    Com o desmembramento do Império Austro-Húngaro - devido a revoltas nacionais - e as anexações feitas pela Sérvia,Romênia e Grécia as custas da Turquia,Hungria e Búlgaria.A questão das províncias asiáticas da Turquia ficou para ser discutida mais.Foram assanados três tratados:o de Saint-Germain,com a Áustria;o de Trianon,com a Hungria;e o de Neuilly,com a Búlgaria.O último a ser assinado (1923)foi o de Lausanne,com a Turquia,por causa da reação turca as imposições do Tratado de Sèvres.                        Os tratados de paz refletiam o cárater imperialista da guerra.Os principais beneficiários da guerra foram o Japão,que manteve a ocupação das colônias da Alemanha no Pcífico e se apossou das concessões alemãs na China,e a Inglaterra e a França,que receberam da Liga das Nações antigas colônias alemãs na África sob a forma de mandatos.                                        A União Soviética,ignorada pelas potências ocidentais na convocação para a Conferência de Pris,teve seus territórios invadidos pelos antigos aliados;o fracasso da intervenção militar resultou em uma política de isolamento ao primeiro estado socialista do mundo:a política do cordão sanitário.                                                                        Por outro lado,do conflito participaram pela primeira vez tropas coloniais que,ao retornar aos seus países de origem,iniciaram os movimentos nacionais de libertação,em nome da própria ideologia liberal européia:começava a descolonização da Ásia e da África.                                                                                        A guerra também abalou o liberalismo político e econômico e a revolução russa comprovou na prática a aplicação das teorias socialistas.A guerra não pusera fim às rivalidades.Tudo recomeçaria,pois em Versalhes foram lançadas as sementes da segunda guerra mundial.                                                                                                                                               PÓS-GUERRA

    
            Depois da primeira guerra,a Europa nunca mais foi a mesma.Havia perdido a influência no mundo.Mergulhava rapidamente em umacrise que duraria até as vésperas de outra guerra:a segunda guerra mundial.                              
           A Alemanha teve quase 2 milhões de mortes;A França e a Inglaterra,juntas mais de 2 milhões.A Rússia,perdeu perto de 5 milhões de habitantes.A quantidade de mortos fazia qualquer outro conflito anterior parecer uma pequena batalha perto da carnificina provocada pela primeira guerra mundial.                                      Os prejuízos materiais eram incalculáveis.Ocomércio estava praticamente a zero.Somente os países que ficaram distantes do palco da guerra,como os Estados Unidos e o Japão,conseguiram tirar proveito do comércio europeu.Também para a América Latina o conflito trouxe alguns benefícios.                                              O prenúncio da crise total que se abateu sobre a Europa,ao mesmo tempo que marcou a mudança do centro das decisões para o outro lado do Atlântico.Também acirrou as contradições do capitalismo,a ponto de provocar o aparecimento de uma nova forma de sociedade:a socialista.                                                                                        HISTÓRIA E SAÚDE                                                                                                       No total de estimativas variam entre 9 e 10 milhões de mortos.A maioria esmagadora dossoldados eram jovens.              
          A epidemia da chamada gripe espanhola chegou a matar do que a luta.Veja o exemplo:os EstadosUnidos,que se envolveram na guerra só depois de 1917,tiveram cerca de 115 mil soldados mortos,mas a gripe espanhola matou mais de 500 mil americanos.

ALUNOS:Daniela,Gabriela Aparecida,Emylle e Jessica Ingrid
N°S:05,11,06,20
3°B                                    


Republica oligárquica 1° parte


A Republica oligárquica é a dominação dada ao período de 1894 a 1930, em que a política  do país era dirigida por oligarquias agrárias e por representantes  civis na presidência.
Oligarquia: “preponderância de um pequeno grupo no poder, especialmente para praticar corrupção e governar em interesse próprio ”;
O estabelecimento do federalismo deu grande autonomia aos estados e possibilitou o domínio político das oligarquias locais ;
Na região Nordeste, poucas famílias disputavam entre si o poder político e uniam-se para impedir modernizações que reduzissem seu domínio;
Em São Paulo, as famílias ligadas à cafeicultura e, depois, à indústria, dominaram a cena política brasileira durante esse período.
Presidentes da República Oligárquica
*Prudente de Morais 1894-1898. Fazendeiro paulista, pretendia recuperar a economia frente aos problemas oriundos da Crise do Encilhamento e pacificar o Rio Grande do Sul (Revolta Federalista), o que de certa forma foi conseguido, porém teve de enfrentar a revolta de Canudos.
*Campos Sales 1898-1902.Fazendeiro paulista, desenvolveu uma política econômica desfavorável a população, porém para as elites desenvolveu a Política dos Governadores.
* Rodrigues Alves 1902-1906.Fazendeiro paulista. Não fez estragos à economia. Modernizou o Rio de Janeiro, enfrentou a Revolta da Vacina e erradicou a febre amarela.
* Afonso Pena 1906-1909.Mineiro, apoiado pelos cafeicultores. Desenvolveu a política de valorização do café. Construiu ferrovias e estimulou a imigração. Morreu antes de completar o mandato.
* Nilo Peçanha 1909-1910.Vice de Afonso Pena. Completou o mandato.

Coronelismo

  *No inicio do período republicano no Brasil (final do século XIX e começo do XX), vigorou um sistema conhecido popularmente como coronelismo. Este nome foi dado, pois a política era controlada e comandada pelos coronéis (ricos fazendeiros).




Coronéis e Barões do café:Tipos representantes das elites durante a republica oligárquica.
Características do Coronelismo
* Voto de Cabresto: na República Velha, o sistema eleitoral era muito frágil e fácil de ser manipulado. Os coronéis compravam votos para seus candidatos ou trocavam votos por bens matérias (pares de sapatos, óculos, alimentos, etc). Como o voto era aberto, os coronéis mandavam capangas para os locais de votação, com objetivo de intimidar os eleitores e ganhar votos. As regiões controladas politicamente pelos coronéis eram conhecidas como currais eleitorais.

* Fraude eleitoral: os coronéis costumam alterar votos, sumir com urnas e até mesmo patrocinavam a prática do voto fantasma. Este último consistia na falsificação de documentos para que pessoas pudessem votar várias vezes ou até mesmo utilizar o nome de falecidos nas votações.

* Política do café-com-leite: no começo do século XX, os estados de São Paulo e Minas Gerais eram os mais ricos da nação. Enquanto o primeiro lucrava muito com a produção e exportação de café, o segundo gerava riqueza com a produção de leite e derivados. Os políticos destes estados faziam acordos para perpetuarem-se no poder central. Muitos presidentes da República, neste período, foram paulistas e mineiros.





*Política dos Governadores: os governadores dos estados e o presidente da República faziam acordos políticos, na base da troca de favores, para governarem de forma tranqüila. Os governadores não faziam oposição ao governo central e ganhavam , em troca deste apoio, liberação de verbas federais. Esta prática foi criada pelo presidente Campos Sales (1898-1902) e fortaleceu o poder dos coronéis em seus estados.
*Fim do coronelismo: Com a Revolução de 1930 e a chegada de Getulio Vargas à presidência da República, o coronelismo perdeu força e deixou de existir em várias regiões do Brasil. Apesar disso, algumas práticas do coronelismo, como, por exemplo, a compra de votos e fraudes eleitorais continuou existindo, por muito tempo, em algumas regiões.
Guerra de Canudos
A Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos, também chamada de Guerra dos Canudos, foi o confronto entre o Exercito Brasileiro e integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antonio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Nordeste do Brasil.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à Republica recém instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores
Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião publica, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.



Caricatura retratando Antônio Conselheiro, com um séquito de bufões armados com antigos bacamartes, tentando "barrar" a republica

Fillipe Possidônio dos Anjos
Gabriela Araújo Lima
Hannah Pessoa

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América Latina




O que é América Latina? 

   A América Latina é uma região da América onde são faladas primordialmente línguas derivadas do latim - particularmente o espanhol, português e, ocasionalmente, o francês. A América Latina tem uma área aproximada de 21,069,501 km², cerca de 3.9% da superfície da Terra, ou cerca de 14.1% da sua superfície terrestre. A América Latina compreende a quase totalidade da América do Sul e Central, as exceções são os países sul-americanos Guiana e Suriname e o centro-americano Belize, que são países de línguas germânicas. Da América do Norte apenas o México é considerado como parte da América Latina. A América Latina engloba 20 paísesArgentinaBolíviaBrasilChileColômbiaCosta Rica, Cuba, EquadorEl SalvadorGuatemala, Haiti, Honduras, México, NicaráguaPanamáParaguaiPeru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

América Espanhola


   ArgentinaBolíviaChileColômbiaCosta Rica, Cuba, EquadorEl SalvadorGuatemalaHonduras, México, NicaráguaPanamáParaguaiPeru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.


Características das Colônias Espanholas

   A Espanha era uma metrópole mercantilista, isto quer dizer que, as colônias só serviam para serem exploradas. A colonização só teria sentido se as colônias pudessem fornecer produtos lucrativos. Desta forma a maioria das colônias espanholas (e também portuguesas) foram colônias de exploração, que dependiam das regras impostas pela metrópole.
   O fator mais importante pela colonização espanhola foi a mineração. A base da economia espanhola eram as riquezas que provinham , especialmente da Bolívia, a prata e também o ouro de outras colônias. Foi esta atividade, a mineração, a responsável pelo crescimento de outras que eram ligadas, como, a agricultura e a criação de gado necessários para o consumo de quem trabalhava nas minas.
   Quando a mineração decaiu, a pecuária e a agricultura, passaram a ser as atividades básicas da América Espanhola.
   O território colonial foi dividido em quatro Vice-Reinos -- Nova Espanha, Peru, Rio da Prata, e Nova Granada  que sofreriam uma nova divisão possibilitando o surgimento das Capitanias Gerais, áreas consideradas estratégicas ou não colonizadas. Os Vice-Reis eram nomeados pelo Conselho das Índias e possuíam amplos poderes, apesar de estarem sujeitos à fiscalização das Audiências.
   Em alguns lugares como Cuba, Haiti, Jamaica e outras ilhas do Caribe, houve exploração do trabalho escravo negro, porém, de modo geral o sistema de produção na América Espanhola se baseou na exploração do trabalho indígena.
   Os indígenas eram arrancados de suas comunidades e forçados ao trabalho temporário nas minas, pelo qual recebiam um salário miserável. Como eram mal alimentados e tratados com violência a maioria dos indígenas morria muito rápido.
   A sociedade colonial era rigidamente estratificada, privilegiando a elite de nascimento, homens brancos, nascidos na Espanha ou América:

Chapetones - colonos brancos nascidos na Espanha, eram privilegiados.
Criollos - brancos nascidos na América e descendentes dos espanhóis. Eram ricos, proprietários de terras mas, não tinham os mesmos privilégios dos Chapetones.
Indígenas - grande maioria da população, foram submetidos ao trabalho forçado através da mita ou da encomienda, que na prática eram formas diferenciadas de escravidão, apesar da proibição oficial desta pela metrópole.

   Além disso, a mistura entre brancos e índios criou uma camada de mestiços.
   Os primeiros conquistadores, foram também os primeiros administradores. Eles recebiam da Coroa espanhola o direito de governar a terra que tivessem descoberto.
   Com o crescimento das riquezas, como o ouro e prata descobertos, a Coroa espanhola foi diminuindo o poder desses primeiros administradores e passou, ela própria a administrar.
   Dessa forma, passou a monopolizar o comércio e criou órgãos para elaborar leis e controlar as colônias.

Independência da América Espanhola

   O avanço dos ideais iluministas teve grande importância tanto na metrópole, onde o questionamento do absolutismo colocou o colonialismo em cheque, quanto nas colônias, que passaram a defender a liberdade perante a Espanha. No decorrer do século XVIII, o sistema colonial implementado pelos espanhóis na América passou a sofrer importantes transformações, fruto do envolvimento metropolitano nas guerras européias e da crise da mineração. O Tratado de Ultrecht  marcou o início da influência econômica britânica sobre a região e ao mesmo tempo, o fim do monopólio espanhol sobre suas colônias na América. O elemento que destravou o processo de ruptura colonial foi a invasão das tropas de Napoleão Bonaparte sobre a Espanha; no entanto é importante considerar o conjunto de alterações ocorridas tanto nas colônias como na metrópole, percebendo a crise do Antigo regime e do próprio sistema colonial, como a Revolução Industrial e a revolução Francesa.
   A resistência à ocupação francesa iniciou-se tanto na Espanha como nas colônias; nestas a elite criolla iniciaram a formação de Juntas Governativas, que em várias cidades passaram a defender a idéia de ruptura definitiva com a metrópole.Para essa elite a liberdade representava a independência e foi essa visão liberal iluminista que predominou.
   Assim como o movimento de independência das colônias espanholas é tradicionalmente visto a partir dos interesses da elite, costuma-se compará-lo com o movimento que ocorreu no Brasil, destacando-se:
a) a grande participação popular, porém sob liderança da elite criolla.
b) o caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha;
c) a fragmentação territorial, processo caracterizado pela transformação de uma colônia em vários países livres.
d) adoção do regime republicano - exceção feita ao México.
   Vale ainda lembrar que com a restauração da Monarquia após a derrota de Napoleão, a Espanha passou  a reprimir os movimentos emancipacionistas e foi diante dessa situação que  a elite criolla decidiu-se pela ruptura com a metrópole.
   A elite criolla pode contar  com a aprovação da Inglaterra, que, interessada na liberação dos mercados latino-americanos para seus produtos industrializados, contribuiu militar, financeira e diplomaticamente com as jovens nações.
    O Paraguai proclamou a independência em 1811 e a Argentina, em 1816, com o apoio das forças do general José de San Martín.
   No Uruguai, José Artigas liderou as lutas contra as tropas espanholas e obtendo  vitória em 1811, porém entanto, a região foi  dominada em 1821 pelo rei dom João VI e anexada ao Brasil, sob o nome de Província Cisplatina, até 1828, quando finalmente  conseguiu sua independência. San Martín organizou  também no Chile a luta contra a Espanha e, com o auxílio do líder chileno Bernardo O''Higginsjump (BAHFF) libertou o país em 1818. Com isso, alcançou o Peru e, com a ajuda da esquadra marítima chefiada pelo oficial inglês Lord Cockrane, tornou-se independente do país em 1822.
      Em toda a América hispânica houve participação popular nas lutas pela independência, mas a elite criolla se manteve hegemônica.
    No México, no entanto, a mobilização popular adquiriu contornos de revolução social: a massa da população, composta de índios e mestiços, rebelou-se ao mesmo tempo contra a dominação espanhola e contra os criollos. Liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, os camponeses reivindicaram o fim da escravidão, a divisão das terras e a abolição de tributos, mas são derrotados. Os criollos assumiram a liderança do movimento pela independência, que se completou em 1821, quando o general Itúrbide  tornou-se imperador do México.
   O movimento pela emancipação propagou-se pela América Central (que havia sido anexada por Itúrbide), resultando na formação da República Unida da América Central (1823-1838), que mais tarde deu origem a Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e El Salvador.
   O Panamá obteve independência em 1821 e a República Dominicana, em 1844. Cuba permaneceu como a última possessão espanhola no continente até a Guerra Hispano-Americana.
   Ao contrário da América portuguesa, que manteve a unidade territorial após a independência, a América espanhola fragmentou-se em várias nações, apesar de tentativas de promover a unidade, como a Grã-Colômbia, reunindo Venezuela e Colômbia, de 1821 a 1830, a República Unida da América Central e a Confederação Peru-Boliviana, entre 1835 e 1838.
A fragmentação política da América hispânica pode ser explicada pelo próprio sistema colonial, uma vez que as diversas regiões do império espanhol eram isoladas entre si. Essa situação favoreceu também o surgimento de lideranças locais fortes, os caudilhos, dificultando a realização de um projeto de unidade colonial.

Consequências da Independência da América Espanhola

   O processo de independência propiciou, sobretudo a emancipação política, ou seja, uma separação da metrópole através da quebra do pacto colonial.Porém é muito importe lembrar que  a independência política não foi acompanhada de uma revolução social ou econômica: as velhas estruturas herdadas do passado colonial sobreviveram à guerra de independência e foram conservadas intactas pelos novos Estados soberanos.
   Assim, a divisão política e a manutenção das estruturas coloniais contribuíram para perpetuar a secular dependência econômica latino-americana, agora não mais em relação à Espanha, mas em relação ao capitalismo industrial inglês.
   As jovens repúblicas latino-americanas, divididas e enfraquecidas, assumiram novamente o duplo papel de fontes fornecedoras de matérias-primas essenciais agora à expansão do industrialismo e de mercados consumidores para as manufaturas produzidas pelo capitalismo inglês.

Brasil 

   Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal . Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência. O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
   Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
   Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.
   Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

Haiti

   O Haiti foi o primeiro país latino-americano a se tornar independente da França, por meio da Revolução Haitiana. Denominada de colônia Saint Domingue, o país era o  maior produtor de açúcar do mundo e o principal exportador de café para a Europa.
   Sua população era constituída de cerca de 500 mil habitantes: 35 mil brancos, 30 mil mulatos livres e mais de 430 mil escravos negros oriundos da África Ocidental.
   Percebendo que estavam em maioria, os escravos negros formaram uma rebelião liderada por Toussaint L’Overture e pelo líder religioso Dutty Boukman para se livrar do domínio da França.
   Em 1791, L’Overture instigou os escravos a dizimarem a população mandatária branca, que cada vez mais restringia a liberdade de seus vassalos com políticas racistas. As tropas francesas continuaram resistindo por um bom tempo, chegando a receber apoio de exércitos ingleses e espanhóis, mas logo foram derrotadas pelos escravos.
   L’Overture chegou a assumir o governo de Saint Domingue em 1801, mas acabou sendo aprisionado pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Morreu em péssimas condições dois anos depois, em Paris.
   Porém, os escravos continuaram demonstrando força e resistência perante os franceses. Em 1804, o ex-escravo Jean-Jacques Dessalines formou uma nova frente de negros escravos e assumiu o Império da ilha, que passou a se chamar Haiti – nome dado pelas primeiras populações indígenas de São Domingos, que significa “a terra das montanhas”.
   Apesar da longa batalha, as consequências da independência do Haiti foram muito negativas. Livres da França, os países que mantinham relações comerciais com a ilha ficaram com medo de que esse ato de rebelião se expandisse para as colônias americanas e acabaram fechando todos os pactos comerciais selados.
   Além de ter de pagar uma quantia grotesca de indenização para a França, o Haiti sofreu uma grave crise econômica, principalmente após a morte de Dessalines, em 1806.
   O país chegou a ser dividido em dois regimes, um monárquico e outro republicano. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.
   Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Solouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo.

 EXERCÍCIO SOBRE AMÉRICA LATINA

1. (MACK) A Guerra Civil da Nicarágua trouxe, como conseqüência, no plano das relações continentais:

a) o reposicionamento da política norte-americana com o regime de Somoza e o rompimento de relações da OEA, com o governo vigente;
b) a invasão da OEA, não respeitando a autodeterminação da Nicarágua;
c) a ajuda militar dos países do bloco andino ao governo de Somoza;
d) a intervenção da força de paz da ONU para proteger a população civil e deter os saques efetuados no comércio;
e) a convocação da Conferência dos Não-Aliados em Cuba para tomar posição no conflito interno da Nicarágua.

Resp: A

02. (INUCAMP) Durante o processo de Independência da América Latina, diferentes significados foram atribuídos à idéia de liberdade. Explique o significado da liberdade para:

a) Simón Bolívar, um dos líderes da América Espanhola.
b) Toussaint Louverture e Dessalines, líderes da Independência do Haiti.
c) Pedro I, imperador do Brasil.

Resp: a) Independência do Império espanhol e do capitalismo inglês.
      b) Independência política e econômica do Haiti e libertação dos escravos.
      c) Separação do Brasil em relação a Portugal diante das teses recolonialistas das Cortes de Lisboa.


ALUNOS: Ana Carolina de Moura, Fábio Soares, Gabriela Soares, Filipe Pereira e Karoline Moras.
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Revolução Russa

O Império Russo

No início do século XX a Rússia era um país pobre e atrasado tecnologicamente. Era conhecida como o "celeiro" da Europa, por apenas exportar cereais para todo o Velho Continente. 80% de sua população economicamente ativa vivia no campo. Os camponeses viviam na miséria e trabalhavam em condições precarias , usavam roupas de trapo e botas de papelão, enquanto o imperador czar vivia acalentado luxuosamente.Com isso surgiu o proletariado,que eram aqueles que nao tinha nenhum meio de vida exceto sua força de trabalho.
O proletariado, por ser um grupo social novo, demorou para adquirir consciência de classe, que Ihe daria a coesão necessária para lutar por melhorias em suas condições de trabalho e de vida. Foi somente a partir de meados do século XIX que começaram a se organizar os primeiros sindicatos e apenas em fins daquele século que eles começaram a conquistar alguns direitos.
Assim, como a miséria dos trabalhadores permanecia sem expectativa de solução, certos intelectuais começaram a criar teorias que propunham mudanças na estrutura econômica e social do capitalismo, com vistas a criar uma sociedade mais justa e menos diferenciada. Surgiram então as idéias socialistas.
As primeiras teorias ficaram conhecidas pelo nome de socialismo utópico porque não pregavam a destruição do capitalismo, mas apenas sua reforma; ora, na opinião dos socialistas radicais, essa atitude era utópica, já que, para eles, o capitalismo era ruim, não podendo ser reformado — mas apenas destruído.
O socialismo radical encontrou sua maior expressão em Karl Marx — criador do socialismo científico ou comunismo. Para ele, o capitalismo deveria ser destruído por uma revolução armada do proletariado, o qual implantaria uma ditadura socialista. Nesta, a propriedade privada desapareceria e os meios de produção seriam coletivizados, criando o que Marx esperava fosse uma sociedade sem classes. Quando a revolução socialista se estendesse a todos os países, seria possível suprimir o Estado e estabelecer uma sociedade inteiramente igualitária: a sociedade comunista.
Marx afirmava que a revolução socialista deveria triunfar nos países mais industrializados, onde o proletariado seria mais numeroso e organizado. Tal previsão falhou redondamente porque, nos países mais desenvolvidos, os operários já haviam conquistado certos direitos e benefícios, o que diminuiu seu entusiasmo por uma revolução armada.
Restavam, portanto, os países atrasados, onde a exploração e miséria dos trabalhadores ainda se encontrava no estágio do capitalismo selvagem; nesses Estados, as condições para uma revolução proletária eram mais favoráveis.
O imperio russo era uma autocracia, com todos os poderes centralizados nas mãos do czar. Não havia partidos políticos legalizados, embora as agremiações clandestinas fossem bastante atuantes. Delas, a mais importante era o Partido Social-Democrata Russo, que em 1903 se dividiu em dois ramos: Bolcheviques (maioria), liderados por Lenin, defendiam uma revolução imediata, e os Mencheviques (minoria), que apoiavam uma passagem lenta e democratica para o comunismo, por meio de eleiçoes parlamentares.


O ensaio geral: os movimentos de 1905

Em 1904 e 1905, a Rússia entrou em guerra com o Japão, disputando territórios no Extremo Oriente, e foi derrotada.
Esse conflito repercutiu na Rússia Européia, dando origem à Revolução de 1905 — que Lenin mais tarde considerou um “ensaio geral para a Revolução de 1917”.
A Revolução de 1905 consistiu em três episódios distintos:
O domingo sangrento: Em 9 de janeiro, 13 mil trabalhadores enviaram uma petiçao ao czar reivindicando melhores condiçoes de trabalho: Diante do manifesto, Czar nicolau II achou aquilo uma insolencia e mandou abrir fogo contra a multidão,matando mais de mil pessoas.

A revolta do Potemkin: O Potemkin era uma tripulção pertencente à frota russa do Mar Negro. Sua tripulação rebelou-se ao saber que seria enviada para lutar contra os japoneses.
A greve geral: Em São Petersburgo, Moscou e Kiev, os operários entraram em greve geral. Apesar da repressão militar, os trabalhadores resistiram por algumas semanas, sobretudo em Moscou. Dois fatos importantes ocorreram durante essa greve: foram organizados os primeiros sovietes (conselhos) de trabalhadores e houve operários que se defenderam a bala, mostrando que estavam se preparando para uma insurreição armada.
Em 1906, tendo em vista os abalos produzidos pela Revolução de 1905 e pela derrota frente ao Japão, o czar Nicolau ll resolveu criar a Duma, como um primeiro passo em direção à liberalização. Tratava-se de uma Assembléia Legislativa com poderes extremamente limitados; e, como era censitária, seus deputados representavam apenas 2% do total da população.

A Revoluçao de 1917

A causa imediata da Revolução Russa foram os efeitos desastrosos do envolvimento russo na I Guerra Mundial.Junto com a Grã-Bretanha e a França, o Império Russo entrou em guerra com a Alemanha e a Áustria-Hungria em 1914. Mas os russos não estavam à altura de seus adversários alemães.
As pesadas perdas sofridas pelo exército, mais as dificuldades de abastecimento, somadas à alta do custo de vida e à ineficiência e corrupção administrativas, levaram o povo russo a uma situação de verdadeiro desespero. Assim, em fevereiro de 1917 eclodiram manifestações em São Petersburgo , exigindo a saída da Rússia da guerra.
Pressionado, Nicoulau II abdicou em março. Os mencheviques, liderados por alexander Kerenski, tomam o poder, iniciando um governo provisorio sob a regencia do principe Lvov.
Com isso Lenin publica suas teses “ Paz,Terra e Pão”, paz (saida russa da guerra), Terra (reforma agraria), Pão( comida para todos). Outro lema era “Todo poder aos sovietes” e Rapidamente Trotski apóia suas ideias.
Diante da pressão popular, Kerenski assume o poder, e começa a perseguir os bolcheviques. Com isso Lenin foge para a Finlândia e Trotski cria uma milicia popular: a Guarda Vermelha.
Com a volta de Lenin da Finlândia, ele e Trotski marca a data para um golpe de Estado. E em 25 de outubro, acontece um assalta ao palacio do governo, conduzido por soldados bolcheviques e sem resitencia Kerenski foge.
Com a queda do governo menchevique ou burgues, transferindo o poder aos sovietes é formando o Conselho de Comissários do Povo(CCP), liderado por Lenin como presidente, Trotski encarregado dos negocios estrangeiros e o Stalin chefe dos negocios internos.
O novo governo formulou varias reformas:
.Reforma agraria
.transferencia do controle das fábricas aos operarios
. e a Paz de Brest-Litovsk.
Ainda em dezembro de 1917 Trotski funda o exercito vermelho.
E em 1918 aconteceu a contra-revolução branca, potencias internacionais finaciaram um movimento contra-revolucionario russo, composto por mencheviques e czaristas. Mas o Exercito Branco em oposiçao ao vermelho, que foi comandado por Denikini foi derrotado pelos soldados vermelhos.

A Formação da União Soviética
O Estado comunista concentrou o poder no comunismo de guerra, eles confiscavam terras e cereais dos camponeses, visando abolir a propriedade privada e a economia de mercado.
Mas essas medidas geraram uma crise no país: pois o trabalhadores ocuparam as fabricas, camponeses resistiram ao confisco dos cereais e insurreiçoes eclodiram.
Para tentar resolver os problemas Lenin cria a NEP (Nova Política Econômica) que visa reconstruir a União Soviética reconstituindo as pequenas propriedades (vão produzir em ritmo capitalista, suprindo a necessidade da população) e organizando as grandes propriedades.
A NEP foi um passo atrás (recriação das pequenas propriedades privadas) para dar dois passos à frente (houve a organização, planificação e posterior desenvolvimento).
Porem Lenin nao conseguiu ver os frutos da sua reforma economica, pois em 1924 ele faleceu com um derrame. Ai ouve a disputa entre: trotski x stalin.
Trotsky achava que deveriam levar a revolução para fora da União Soviética, implantar o socialismo em todo o mundo. Já Stálin acreditava no oposto, no “socialismo em um só país” e era defensor da “pureza leninista”.
Com a disputa, Stálin se irrita e expulsa Trotsky da URSS (1929).Trotsky sabe que vai morrer, então foge para o México e, lá, em 1940 a KGB descobre-o e mata-o.

Componentes: Ítalo,Romulo,Thayla,Scarlath

República da Espada 

A República da Espada teve seu início quando os militares lideraram o país politicamente entre os anos de 1889 a 1894. Assim que a monarquia foi derrubada, o governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca  guiou as decisões tomadas no Brasil.
Neste período, foram tomadas algumas decisões de suma importância para o povo brasileiro. Ocorreu a separação oficial entre Igreja e Estado (fim do regime do Padroado), foi instituído o casamento civil e uma nova bandeira foi criada com o lema “Ordem e Progresso”.
Apesar de implantada a República da Espada, surgiram as disputas entre qual seria o melhor modelo republicano a ser instaurado. Pelo lado dos militares, a idéia de um regime republicano centralizador era defendida. Mas as oligarquias rurais e os grandes cafeicultores paulistas se opuseram à idéia dos militares, pregavam a implantação de um regime republicano voltado aos estados, assim, não poderiam ser controlados economicamente e nem ter sua administração ameaçada. Queriam com esta proposta aumentar o poder de veto e ampliar seus interesses.
Muitos consideram a República da Espada o primeiro período ditatorial no Brasil. As figuras chaves da época foram os marechais Floriano Peixoto e Deodoro da Fonseca. A repressão era forte contra os levantes populares e os simpatizantes de Dom Pedro II.
Deodoro da Fonseca foi obrigado a renunciar devido a problemas de saúde, além disso, tinha graves problemas políticos. Os desentendimentos com as oligarquias cafeeiras, grevistas e a Primeira Revolta da Armada levaram Floriano Peixoto a substituir marechal Deodoro. Peixoto assumiu a presidência tomou uma série de decisões:
  • Estatizou a moeda.
  • Estimulou a indústria.
  • Baixou o preço de imóveis e alimentos.
  • Repreendeu movimentos monarquistas.
  • Proibiu o Jornal do Brasil.
Conquistando a simpatia do povo, Floriano deu início a consolidação da república, mas teve que enfrentar a grande Revolução Federalista do Rio Grande do Sul. Esta revolução terminou em 1895, vencida pelo exército republicano após o governo de Peixoto. Houve também o combate da Segunda Revolta da Armada e da Revolta dos 13 Generais. As duas últimas vencidas pelos republicanos.
A República da Espada caiu diante do poder político dos barões do café de São Paulo e dos pecuaristas de Minas Gerais. Assim, foi instituída a República do Café com Leite, dando início a uma nova fase política do Brasil.


Governo Provisório (1889 –1891)

Um dos primeiros atos do governo provisório foi o banimento da família imperial. Um dia após a proclamação da república (15 de novembro), D. Pedro II recebeu uma mensagem mandando-o sair do país. Dom Pedro II cedeu a ordem e saiu do país com toda a sua família no dia seguinte (17 de novembro).
"Ausentado-me pois, com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança fazendo os mais ardentes votos por sua grandeza e prosperidade." Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889.
O Governo Provisório tomou algumas medidas importantes tais como a separação oficial entre a Igreja e o Estado, acabando com o regime do Padroado (a Igreja obteve autonomia e liberdade para tomar decisões relativas a questões religiosas e administrativas); a instituição do casamento civil e a criação da bandeira republicana com o lema "Ordem e Progresso".
No Governo Provisório surgiram também disputas políticas em torno do modelo republicano que seria implantado. Os militares defenderam um regime republicano centralizado, com um Poder Executivo forte o bastante para controlar o Poder Legislativo e Judiciário, e no qual os Estados (as antigas províncias) não tivessem autonomia.
Os grandes proprietários agrários, sobretudo os ricos cafeicultores paulistas, se opunham a esse modelo e defenderam um regime republicano federalista, onde os Estados fossem autônomos a ponto de poderem ser controlados econômica e administrativamente em benefício dos seus interesses.

Constituição de 1891
A última grande tarefa do Governo Provisório foi a elaboração da primeira constituição republicana. Para isso foi eleita, em 1890, uma Assembléia Constituinte, que passou a discutir um projeto constitucional elaborado em grande parte por Rui Barbosa. Após três meses de trabalho, o projeto foi aprovado, com pequenas modificações, promulgando-se, assim, a nova Constituição. Ela organizou a política e juridicamente o País até 1930.
Inspirada no modelo dos EUA, a Constituição era basicamente:
* Republicana
* Federativa
* Presidencialista
* Liberal
O Brasil passava a ser uma República Federativa, composta por 20 estados. Como em todo o sistema verdadeiramente federalista, cada estado possuía grande autonomia, tinha o direito de eleger seu governador e sua Assembléia Legislativa, possuía sua própria Constituição e organizava sua administração, seu sistema judiciário, seus serviços públicos, seu sistema escolar, suas forças policiais etc.
A nova Constituição estabelecia três poderes: Executivo, Legislativo e o Judiciário:
O Poder Executivo era exercido pelo presidente da república. Este e o vice-presidente eram eleitos por voto popular direto, para um mandato de quatro anos. O eleitor votava separadamente para presidente e vice, sendo que o primeiro não poderia ser reeleito para o mandato posterior. A escolha dos ministros cabia ao presidente. O regime era presidencialista.
O Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, era constituído da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, ambos eleitos pelo povo. Elegiam-se três senadores para cada estado, e o mandato durava nove anos. Elegia-se ainda um deputado para cada 70 mil habitantes, com um mandato de três anos de duração.
O Poder Judiciário, formado pelos Juizes Federais, tinha como órgão superior o Supremo Tribunal Federal.
A constituição garantia aos cidadãos os direitos e as liberdades individuais, no entanto o voto era apenas para os homens maiores de 21 anos, o que reduziu o eleitorado a 5 % da população. O liberalismo estava reservado para o desfrute de uma minúscula elite. O voto era descoberto, ou seja, não-secreto, o que permitia, a realização da fraude eleitoral. No plano teórico, a Constituição de 1891 era equilibrada e liberal, porém na pratica funcionou mediocremente, pois garantiu as oligarquias rurais o controle sobre a máquina administrativa e sobre o sistema político e econômico do Brasil.
GOVERNO CONSTITUCIONAL :

A presidência de Deodoro da Fonseca foi marcada por muitas crises, devido ao seu governo autoritário. O presidente estava em uma situação politica complicada. Alguns grupos apoiavam Deodoro, como os governos estaduais, já a grande maioria do Congresso Nacional tinham uma forte oposição ao presidente. 
Em 03 de fevereiro de 1891, a fase contitucional do Marechal Deodoro da Foseca é marcada por um golpe de Estado, influenciando a opinião pública que se opôs contra o presidente. 
Para impedir que uma guerra civil eclodisse no País, o almirante Custódio de Melo, amotinou-se, exigindo a renuncia do presidente. E em 23 de novembro de 1891, o marechal Deodoro da Fonseca renunciou a presidência, deixando seu cargo para seu vice Floriano Peixoto. 
Com a renúncia de Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto assumiu a presidência do País. Era apelidado de “Marechal de ferro”, devido algumas atitudes firmes, e ditadoras tomadas por ele. 
Atentavam-se à seu governo como ilícito, pois segundo a Constituição de 1981, se o presidente não completasse a metade de seu mandato, o vice-presidente assumiria o cargo porvisoriamente por noventa dias, quando seria convocada novas eleições. Floriano Peixoto acabou agindo de forma inconstitucional, não respeitando as “Disposições Transiotórias” da Constituição, e permaneceu na presidência. Assim deixou acontecer uma enfurecida oposição entre grupos civis e militares deodoristas. 
Em 1892, o antiflorianismo creceu entre as unidades do Exército e da Marinha, que não admitiam o governo ilícito. Houve também o Manifesto dos 13 Generais, realizado por almirantes e generais, que exigiam imediatemente as novas eleições. 
O marechal enfrentou duas revoltas importantes, a Revolta Armada que aconteceu no Rio de Janeiro e a Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul.
BANDEIRA NACIONAL :
A Bandeira do Brasil foi projetada, em 1889, por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. Inspirada na Bandeira do Império, foi desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, com a esfera azul-celeste e a divisa positivista "Ordem e Progresso" no lugar da Coroa Imperial, por sugestão de Benjamim Constant a Raimundo T. Mendes.
A expressão foi extraída da fórmula máxima do Positivismo: "O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim", que se decompõe em duas divisas usuais - uma moral, 'Viver para outrém' (altruísmo - termo criado por Comte), ou seja, por o interesse alheio acima de seu próprio interesse; e outra estética, 'Ordem e Progresso', que representa cada coisa em seu devido lugar para a perfeita orientação ética da vida social.
Dentro da esfera, está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8h30 de 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. As estrelas foram inspiradas nas que, realmente, brilhavam no céu do Brasil, na histórica madrugada daquela data: "Espiga, Procium, Sirius, Canopus, Delta, Gama, Epsilon, Seta, Alfa, Antares, Lambda, Mu, Teta e outras".
A Bandeira Brasileira foi um projeto de Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira foi responsável pela organização das estrelas, e o desenho foi executado por Décio Villares. O projeto foi aprovado em 19 de novembro de 1889, através do Decreto nº 4.
A nova bandeira manteve as tradicionais cores verde e amarela, uma vez que elas "recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria", e que "independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações."
O amarelo primeiro apareceu na bandeira do Principado do Brasil (1645), colorido uma esfera armilar, que era um dos instrumentos usados no aprendizado da arte de navegação, lembrando então a descoberta do Brasil.
O verde apareceu bem mais tarde (13 de maio de 1816) na Bandeira do Reino do Brasil, decretada por D. Pedro I. A bandeira foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, membro da Missão Artística Francesa, contratada anos antes por D. João IV para pintar "as belezas naturais e humanas do Brasil." D. Pedro teria afirmado que o verde e o amarelo representariam "a riqueza e a primavera eterna do Brasil."
A esfera armilar é novamente lembrada através da esfera azul celeste, que representa o céu idealizado. A faixa branca que atravessa a esfera dá à mesma a noção de perspectiva. Trata-se da idealização da linha zodiacal.
A legenda, escrita em verde, "Ordem e Progresso", é um resumo do lema de Auguste Comte, criador do Positivismo, do qual Teixeira Mendes era adepto. O lema completo era "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim." Segundo o próprio Teixeira Mendes, o objetivo do lema era mostrar que a revolução "não aboliu simplesmente a monarquia", mas que ela aspirava "fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias à sua permanente harmonia."
As estrelas, parte do "céu idealizado", têm uma história que se inicia também com a Bandeira do Reino de D. Pedro I, para honrar as 19 províncias daquele tempo. Quando a Bandeira Republicana foi criada, as estrelas representavam os vinte Estados da República e o Município Neutro. Hoje são 26 Estados e o Distrito.A disposição das estrelas deve ser a mesma daquela vista no céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas da manhã do dia 15 de novembro de 1889, por isso a presença do Cruzeiro do Sul. No entanto, vale lembrar a presença da Cruz na primeira bandeira a chegar em território brasileiro: a Bandeira da Ordem Militar de Cristo, símbolo da ordem militar e religiosa restrita a nobres, que financiou várias expedições marítimas portuguesas. Tal ordem possuía uma cruz vermelha e branca num fundo branco e estava nas velas das 12 embarcações que chegaram em terras brasileiras no dia 22 de abril de 1500.
Nomes : Rodrigo , Tahiná, Jânio e Saygon.
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Nazismo e Fascismo 
INTRODUÇÃO

     O fascismo não tem nada haver com o socialismo, sendo na verdade coisas opostas, O nazismo é um tipo de Fascismo, e na Alemanha poderiam dizer ser facista, nazista ou nazi-facista que seria a mesma coisas.
     O fascismo surgiu meio que a consequência da primeira guerra mundial e outras revoluções e crises.
      Estava havendo a 1ª Guerra mundial, a Revolução russa e a crise de 1929.Com a 1ª GM  a Itália ficou destruída, pricipalmente o Norte, que era uma das mais ricas e industrializadas, sobrou apenas uma grande massa de desempregados e uma região agrícola, e a situação da Alemanha ainda estava pior. Com o tratado de Versalhes , a Itália não ganhou nada, só 700 mil soldados mortos , ambos os países ficaram acabados,sobrou somente desempregados, inflações e veteranos de guerra( como Adolf Hitller)
     Em uma sociedade com muita crise, pouca esperança e muito desespero, surge  a idéia de salvação, o povo desesperado, se “agarra” aos princípios do Fascismo e Nazismo.

Bom estudo!!!
                                       Fascismo                                                               
           Do termo “fascio” em italiano, desenvolveu-se a expressão fascismo, que passou a ser usada de forma mais geral para caracterizar  partidos e regimes politicos com semelhança ao partido italiano PNF( Partido Nacional Fascista) de Bebedito Musolini, que estava sendo apoiado pelos proprietarios.

PRINCIPAIS CARACTERíSTICAS DO FASCISMO


Totalitarismo: Primazia do Estado sobre o individuo, submissão total ao Estado e ao seu chefe, com o recurso a medidas e forças repressivas
Anti-socialismoanticomunismo,  antiparlamentarismo (partido único)
Culto do chefe: propaganda á figura do Duce
Nacionalismo: A Nação é o valor mais importante
Imperialismo: desenvolvimento de um movimento expansionista de forma a criar um império
Militarismo: demonstrações de a força militar através de paradas militares e desfiles dos “camisas negras”
Corporativismo: Unia patrões e trabalhadores em corporações, para evitar a luta de classes e subordinar os trabalhadores aos interesses do Estado.
  •   O combate ao socialismo e ao comunismo.
  •   A rejeição do parlametarismo, acusado de gerar divisões e de enfraquecer a unidade nacional. 
  •   O desprezo pela liberdade individual, uma vez que consideravam que os direitos dos indivíduos tinham de estar submetidos aos interresses da nação e do estado. 
  •   O enaltecimento da autoridade do chefe; O estado devia ser forte e comandado pou ma chefe, considerado o quia e o salvador da nação e a quem se devia obediência cega; 

 Mussolini, o DUCE

          Nascido em uma família modesta(1883-1945), começou na ala esquerda do partido socialista” Avanti”. Participou da Primeira guerra, e no regresso, retomou a direção do seu antigo jornal, onde passou a exigir um governo, com idéias mais próximas da extrema direita
  • Mussolini, fundou grupos armados contra sindicatos e partidos de esquerda. Esses grupos deram origem em 1921 ao partido Nacional Fascista, através do qual  Mussolini chegou ao poder. 
  • A partir desta altura BeneditoMussolini  passou a ser chamado de “Duce”, que em italiano significa  o “CHEFE”. 
  • Em 1922, o rei da Itália, Vitor Emanuel III, pressionado pelas manifestações de força do Partido Fascista, entre as quais destacou - se a “marcha sobre Roma” na qual promoveu uma passeata de 50 mil fascistas em Roma, encarregou Mussolini, de formar governo.
  •  Em 1924, realizaram-se as eleições, e Mussolini, subiu ao poder legalmente, apesar dos fascistas e os seus aliados conseguirem três quartos dos lugares do Parlamento com fraudes.
          Mussolini pode assim, tornar-se senhor absoluto da Itália. E acabou por ser executado em Abril de 1945.


Ditadura Fascista


  •  O estado fascista deixou de permitir qualquer forma de oposição. Todos os partidos foram proibidos, exceto o PNF;
  • O deputado socialista Giacomo Matteoti denunciou as violências fascistas. Devido a sua firme oposição, Matteoti foi assassinado em Maio de 1924. A morte de Matteoti provocou indignação popular e forte reação da imprensa política oposicionista. Mussolini assumiu a responsabilidade histórica pelo homicídio do líder socialista, decretando uma série de leis que fortalecia o governo.
  • Rádios, jornais e cinema foram sujeitados a censura. As greves não eram autorizadas, e os sindicatos livres foram proibidos e substituídos pelas corporações; 
  • Os partidos de oposição foram dissolvidos, milhares de pessoas foram presas e outras foram expulsas do país.
  • A Ovra, polícia secreta fascista, vigiava os cidadãos e encarregava - se da repressão, utilizando os mais terríveis tipos de violência na perseguição dos oposicionistas.
  • Os fascistas puniam seus adversários obrigando-os a ingerir óleo de rícino.
  • Houve a criação da formação da juventude (organizações fascistas infantis, onde eram doutrinados no sentido da disciplina, da obediência e da veneração pelo chefe); 
  • Possuíam uma política externa de caráter imperialista; 
  • Em 1936, os exercícios de Mussolini conquistaram a Etiópia e o revigoramento industrial.
  • Criação da milicias armadas, os Camisas Negras(Squadristi).
  • Controle da cultura;
     
      Nazismo
    O Nacional Socialismo, em alemão Nationalsozialismus, ou Nazismus, foi um movimento totalitário triunfante na Alemanha, em muitos aspectos parecido com o Fascismo italiano, porém mais extremado tanto como ideologia quanto na ação política. O partido político foi batizado Nationalsozialistishe Deutsche Arbeiterpartei com a abreviação Nazi.
             As dificuldades da republica de Weimar eram originadas, pelo descontentamento com a assinatura do tratado de Versalhes; os graves problemas econômicos provocados pela guerra, pelo pagamento de indenizações e pela inflação, e com o aumento da agitação social.
      E a crise de 1929, provocou falência nos bancos e em empresas, agravando o desemprego, a miséria e a agitação social, Assim o descontentamento geral e crescimento dos partidos de extrema-esquerda e de extrema-direita.
             Assim: