quarta-feira, 4 de maio de 2011

CAMPO ELÉTRICO

Para uma melhor compreensão, façamos uma comparação entre o campo elétrico e o campo gravitacional da Terra.

A massa M da Terra cria em torno de si o campo gravitacional . Um corpo de massa m próximo da Terra fica sujeito a uma força de atração gravitacional (a força peso) decorrente da ação de sobre m.


Uma carga Q origina em torno de si um campo elétrico. Uma carga de prova q, colocada nessa região, fica sujeita à ação de uma força elétrica .

região influenciada pela presença da carga elétrica Q, não dependendo da presença da carga de prova q nesses pontos para a sua existência. A carga de prova q é utilizada somente para a verificação da existência do campo elétrico num determinado ponto da região.

Em conclusão: existe uma região de influência da carga Q onde qualquer carga de prova q, nela colocada, estará sob a ação de uma força de origem elétrica. A essa região chamamos de campo elétrico.

VETOR CAMPO ELÉTRICO

Considere uma carga Q criando em torno de si um campo elétrico. Colocando-se num ponto P dessa região uma carga de prova q, esta fica sujeita a uma força elétrica . A definição do vetor campo elétrico é dada pela expressão:


Características de vetor campo elétrico:



a) Intensidade:
A unidade de medida de, no Sistema Internacional, é o N/C.

b) Direção: a mesma direção da força.

c) Sentido: pela expressão = q, podemos associar o sentido do campo elétrico ao da força elétrica. Assim:

1) Se q > 0,e têm o mesmo sentido.


2) Se q < 0, e têm sentidos contrários.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

República oligárquica (1910-1914)-2ª parte

  • A República das oligarquias

    A forma federativa de República, instituída pela Constituição de 1891, criou de fato um sistema de governo descentralizado, fortalecendo os poderes estaduais e municipais, que ficaram com uma serie de atribuições. Com a entrada em vigor do novo documento, os estados puderam eleger seus presidentes e passaram a contar com uma legislação própria, que tornava possível a criação de impostos, a manutenção e o controle das forças policiais e o estabelecimento de um poder judiciário de abrangência estadual.
   No entanto, essa forma descentralizada não garantia uma democracia representativa. Na pratica, havia mecanismos que favoreciam as elites agrárias regionais, que se sentiam livres para aumentar ainda mais seu poder. O sistema eleitoral, por exemplo, funcionava como mecanismo de legitimação do poder local. Na verdade, tratava-se de um sistema viciado, pois o voto não era secreto e o partido do poder controlava tanto as eleições quanto a contagem dos votos. Nesse esquema, a pessoa tinha de votar em determinado candidato, pois podia sofrer sérias represálias.
Em todos estados, que formava as bases das oligarquias eram os chefes políticos locais, em geral grandes fazendeiros ou comerciantes, que controlavam o processo eleitoral em cada região, os chamados coronéis.
    Controlando a política local, o coronel tinha influencia determinante sobre a nomeação do delegado e do juiz e sobre a eleição do prefeito. Na maioria dos municipios, esses cargos eram exercidos por seus parentes, amigos ou afilhadospoliticos, quando não era por ele proprio. Dessa forma, o poder pessoal do coronel, decorrente da sua condiçao de grenae proprietario, se sobrepunha aos poderes institucionais. As pessoas eram forçadas a manter com ele uma relaçao de estreita dependencia. Tanto que, ao se identificar, elas costumavam dizer: “Sou gente do coronel fulano ou sicrano”.
    Ainda hoje no Brasil, praticas como o clientelismo, a troca de favores e o mandonismo, caracteristicas do coronelismo, são comuns. A  compra de voto com cesta basica, material de construçao, etc. – e a distribuiçao de cargo a apadrinhados dos politicos influentes, por exemplo, fazem parte da cutura local de muitos municpios do país.
Ainda hoje no Brasil, praticas como o clientelismo, a troca de favores e o mandonismo, caracteristicas do coronelismo, são comuns. A  compra de voto com cesta basica, material de construçao, etc. – e a distribuiçao de cargo a apadrinhados dos politicos influentes, por exemplo, fazem parte da cutura local de muitos municpios do país.

  • SÃO PAULO E MINAS GERAIS UNIDOS

     No inicio da republica, não existiam partidos politicos nacionais. O que havia eram agremiaçoes regionais, independentes umas das outras, como o Partido Republicando Mineiro (PRM) e o Partido Republicano Rio-grandense (PRR) e o Partido Republicano Paulista (PRP). Embora todos se denominassem republicanos, não faziam parte de um partido nacional, com um programa único e uma so politica.
Na realidade, não havia partidos de oposiçao. As lutas politicas entre os diferentes setores  das elits estaduais se davam no proprio partido republicano local. A única exceçao era o Rio Grande do Sul, onde a oposiçao se articulava em torno dos federalistas, que enfrentaram o governo de Julio de Castilhos, entre 1893 e 1895. Em 1922, os federalsitas gauchos se ajuntaram a outras correntes de oposiçao e criamram a Aliança Libertadora. 
    Nos primeiros anos da Republica, o poder central era exercido pelos militares positivistas, como Floriano Peixoto. Com a eleição de Prudente de Morais em 1894, as elites agrárias de São Paulo, por intermédio  do PRP, ganharam força e passaram a controlar o poder. A partir da presidência de Campos Sales (1898-1902), o PRP se uniu aos republicanos de Minas Gerais, estado mais populoso do país e com maior numero e eleitores. Assim nasceu a política do ”CAFÉ-COM-LEITE”, por meio da qual a oligarquia mineira e a paulista começaram a se revezar no poder até 1930.
   A alternância das duas maiores oligarquias no governo foi aprovada pelas elites dos outros estados, em função das vantagens que oferecia.  Para que os políticos desses estados não se sentisse alijados do poder, Campos Sales insisti, por volta de 1900, a chamada política dos governadores. Tratava-se na verdade de um complicado mecanismo que dava direito ao governo federal de aprovar ou não os candidatos eleitos para o Legislativo federal. Desse modo, apenas os aliados eram referendados . Em troca do apoio dado ao governo federal, eles recebiam favores, dinheiro e cargos públicos para distribuir entre seus correligionários nos respectivos estados que representavam. Formava-se, entao, uma cadeia de troca de favores, que tornava permanentes as estruturas políticas do país.
    Esses dois mecanismos de poder – a aliança do café-com-leite e a política dos governadores --, portanto, se complementavam e vigoravam ate a revolução de 1930. Durante esse período, sofreram duas interrupções:
     A primeira, em 1910, quando o PRP apoiou a candidatura de Rui Barbosa , na Campanha  Civilista. Nessa ocasião, os partidos republicanos de Minas e do Rio Grande do Sul apoiaram o marechal Hermes da Fonseca.
     A segunda interrupção do grande pacto entre as oligarquias ocorreu em 1930, quando os mineiros se aliaram novamente aos gauchos para derrubar, com o apoio popular, o governo de Washington Luis, membro do PRP. 

  • PRESIDENTES DO BRASIL ENTRE 1910 E 1919
Hermes da Fonseca (1910-1914)



No ano de 1909, as articulações políticas envolvendo a sucessão presidencial estabeleceram uma cisão entre as elites paulista e mineira. De um lado, os oligarcas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul apoiaram a candidatura do marechal Hermes da Fonseca. Por outro, as elites paulistas e baianas refutaram o retorno de um militar à presidência optando pela escolha do aclamado intelectual Rui Barbosa.
A divisão formada na época acabou abrindo caminho para uma intensa disputa eleitoral. Os mineiros articulavam os antigos mecanismos de fraude eleitoral e controle dos resultados desenvolvidos no meio rural. Já os paulistas, projetavam a sua vitória desenvolvendo um discurso modernizador a ser agraciado pelo eleitorado urbano. Rui Barbosa, estudioso de grande envergadura, lançou  a Campanha Civilista, a primeira campanha presidencial moderna realizada no Brasil, em que o candidato pecorria o país, fazia discursos, comicios, para tentar seduzir o eleitorado.
Mesmo com uma agitada campanha eleitoral, Rui Barbosa acabou sendo derrotado pela força que as oligarquias tinham nos primórdios do século XX. Chegando ao cargo de presidente, Hermes da Fonseca adotou uma política econômica bastante conservadora, atrelando-se aos antigos mecanismos de regulação de preços, compra e estocagem da produção cafeeira. Entretanto, do ponto de vista político, observamos ações polêmicas e conflituosas.

  • Política das salvações nacionais

Em seu mandato, o presidente Hermes da Fonseca julgou ser possível alterar a correlação de forças políticas entre as oligarquias dominantes tradicionais, beneficiando aliados políticos que eram ligados às oligarquias menos influentes que apoiavam seu governo.
Contando com o pleno apoio de parcelas da oficialidade, ou seja, militares importantes, e políticos de sua família, Hermes da Fonseca idealizou a política salvacionista. Ela baseou-se em intervenções militares nos Estados, para destituir os governadores e substituí-los por outros que seriam nomeados pelo próprio presidente da República.
Em defesa da política salvacionista, Hermes da Fonseca valeu-se dos argumentos de que seu propósito era o de sanear as instituições republicanas e acabar de vez com a corrupção. Mas seus reais objetivos eram outros. Na prática, a política salvacionista refletia claramente o modo como se travava a luta pelo poder político na Primeira República.
As intervenções militares nos Estados desrespeitava abertamente os princípios republicanos e preceitos constitucionais vigentes. Além disso, a política salvacionista gerou mais instabilidade e crise política, devido as revoltas e rebeliões armadas que eclodiram nos Estados que se insurgiram contra os interventores.

  • Intervencionismo e crise política

O Nordeste foi principal alvo das intervenções do governo federal. Ao intervir nos Estados da região, o presidente Hermes da Fonseca teve como principal objetivo neutralizar politicamente o senador gaúcho Pinheiro Machado, que na época era um dos mais influentes oligarca, conhecido por todos como o "mandarim" da República.
A intervenção federal no Estado do Ceará, porém, gerou a primeira grave crise política do governo de Hermes da Fonseca. A tentativa de substituir o governador cearense ligado a família Acioly, e em seu lugar nomear o coronel Franco Rabelo, desencadeou a grande Revolta de Juazeiro. Liderada pelo padre Cícero, a revolta popular foi tão violenta que o presidente Hermes da Fonseca recuou rapidamente retirando seu interventor do Ceará.
  • Revolta da chibata  (1910)
O governo de Hermes da Fonseca também enfrentou outro movimento de revolta social e uma rebelião militar. Em novembro de 1910, portanto, logo no início do seu mandato, ocorreu a Revolta da Chibata. Foi a maior e mais expressiva revolta de marinheiros ocorrida no Brasil.
Entre as principais causas da Revolta da Chibata estão as péssimas condições de trabalho nas embarcações e o código disciplinar em vigor, que previa a aplicação de castigos corporais, as chibatadas, para disciplinar os marinheiros. Indignados com a situação, os marinheiros reivindicaram tratamento mais digno por parte dos comandantes e melhores condições de trabalho. Como não foram atendidos, os marinheiros se revoltaram.
Liderados pelo cabo negro João Cândido, os marinheiros se amotinaram assumindo o comando do navio Minas Gerais. Em seguida, receberam apoio dos marinheiros dos navios São Paulo e Bahia. Os revoltosos manobraram as embarcações e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro caso o governo não atendesse suas reivindicações. Exigiram também uma anistia a todos os envolvidos na revolta.
Incapaz de reprimir os revoltosos, o governo federal solicitou ao Congresso a votação de uma lei abolindo a chibata e concedendo anistia. Os marinheiros encerram a revolta acreditando que seus objetivos foram alcançados. Porém, o governo e as autoridades militares não cumpriram com suas promessas, e na primeira oportunidade prendeu e castigou os revoltosos.
Diante da atitude do governo, os marinheiros se rebelaram novamente. Mas desta vez, o governo reagiu militarmente e massacrou os revoltosos na Ilha das Cobras. Muitos marinheiros morreram e os que sobreviveram foram presos e enviados para prisões na Amazônia. O líder da Revolta da Chibata, o marinheiro negro João Cândido, sobreviveu e foi internado num hospital para loucos. A revolta fracassou, mas gerou muitas pressões sobre as autoridades políticas e militares que modificariam o código disciplinar de modo a abolir os açoites.

  • A Revolta do Contestado
Em 1912, eclodiu a Guerra Santa do Contestado. Em muitos aspectos, esse grande movimento de revolta social assemelhou-se à Guerra de Canudos, porque envolveu beatos e sertanejos que pegaram em armas para lutar pela posse da terra. O conflito ocorreu nas fronteiras dos Estados do Paraná e Santa Catarina.
Conflito que surgiu entre 1912 e 1916, em uma área povoada por sertanejos, entre as fronteiras do Paraná e Santa Catarina. Eram pessoas muito pobres, oprimidas, que não possuíam terras e também padeciam com a escassez de alimentos. Subsistiam sob a opressão dos grandes fazendeiros e de duas empreendedoras americanas que operavam ali – a Brazil Railway, responsável pela implantação da via ferroviária que uniu o Rio Grande a São Paulo, e uma madeireira.
A Brazil Railway obteve do governo, como forma de remuneração pelos serviços prestados, o equivalente a mil metros de terras, uma em cada margem da estrada de ferro, as quais tinham que ser obrigatoriamente povoadas por estrangeiros. Porém, o que a Brazil Railway mais queria era tirar proveito da riqueza da floresta nativa ali existente, que ostentava sua erva-mate, seus pinheiros e imbuias. As empresas empregaram os imigrantes nos trabalhos com a estrada de ferro e na exploração de madeira. Deram início então à retirada forçada dos nativos, que ocupavam ilegalmente um pedaço de terra, na qual trabalhavam para que se tornasse fértil.
Essa atitude revoltou os sertanejos e foi o estopim para o conflito, que se destacou por sua característica sócio-política. A Guerra do Contestado colocou os nativos contra o governo, as multinacionais e as oligarquias. Os sertanejos encontraram o apoio que precisavam nos monges – religiosos que peregrinavam pelo sertão pregando a palavra de Deus –, figuras muito respeitadas por esse povo. No ano de 1912, um monge, conhecido como José Maria (foto), une-se aos sertanejos revoltados, institui vários povoados com autoridade própria e igualdade social, ignorando a partir de então qualquer mandado vindo da parte de alguma autoridade da República Velha
Esses povoados ficaram conhecidos como Contestado e o conflito ganhou feição messiânica, sendo conhecido também como Guerra Santa. José Maria era estimado pelos seus seguidores – pessoas socialmente desprovidas de tudo – como uma alma boa que surgira para restabelecer a saúde dos adoentados e desprovidos. O costume do monge, de anotar as qualidades curativas das plantas que achava nas redondezas, o ajudou a construir no lote de um dos administradores uma botica, para melhorar a assistência de quem o procurasse.
 Novas sedes foram constituídas por seus sectários, que até este momento não pensavam em se render, mais sim em continuar lutando, desgostando o governo federal que, ávido por acabar definitivamente com esta guerra, resolve usar todo seu poderio militar e abater as últimas fortificações resistentes, utilizando para este fim um grande contingente de soldados equipados com fuzis, canhões, metralhadoras e aviões, nunca antes usados em uma ação bélica desta magnitude.
A Guerra do Contestado acabou com a capitulação dos revoltosos e muitas mortes, pois os mesmos resistiram bravamente antes de se dar por vencidos.






                                                              Monge João Maria


Wenceslau Braz 1914-1918
                                            
                                           

O vice-presidente Wenceslau Braz foi o candidato vitorioso nas eleições para sucessão do marechal Hermes da Fonseca. A vitória eleitoral do mineiro Wenceslau Braz na presidência da República marcou o reatamento das relações políticas entre São Paulo e Minas Gerais, e com ela a retomada da política do "café-com leite".
O governo de Wenceslau Braz coincidiu com o período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que aconteceu no continente europeu. O Brasil se envolveu no conflito depois que os alemães afundaram os navios mercantes brasileiros Paraná, Tijuca, Lapa e Macau, que se encontravam no litoral francês. Em outubro de 1917, o presidente Wenceslau Braz assinou a declaração de guerra contra a Alemanha.
Primeira Guerra Mundial
A participação do Brasil na Guerra restringiu-se ao policiamento do oceano Atlântico, fornecimento de alimentos e matérias primas e o envio de um grupo de médicos e aviadores aos países aliados que formavam a Tríplice Entente: Inglaterra, França e Rússia.
A Guerra na Europa influenciou decisivamente os rumos da política financeira do Governo Federal e, a longo prazo, provocou importantes transformações econômicas no país. O advento do conflito armado na Europa, levou à desorganização do mercado mundial, mas gerou prosperidade e enriquecimento nos países da América Lati
Café e industrialização
O Brasil aproveitou essa fase para impulsionar a industrialização. No início da gestão de Wenceslau Braz, ocorreu a queda brutal das exportações, principalmente dos produtos agrícolas. O governo federal adotou uma política financeira austera, e foi responsável pela queima de três milhões de saca de café que estavam estocadas para evitar a queda nos preços do produto. Mais uma vez a política de valorização do café foi aplicada como desejavam as oligarquias cafeicultoras.
Paralelamente, ocorreu também uma expressiva queda das importações de manufaturados, porque os países em guerra deixaram de produzi-los em grande quantidade. Desse modo, a economia brasileira foi estimulada a produzir internamente os produtos que deixaram de ser importados dos outros países. O resultado foi um vigoroso crescimento do setor industrial.
As pequenas oficinas e fábricas transformaram-se em grandes indústrias que produziam desde produtos têxteis até equipamentos e maquinários. As oligarquias agrárias, principalmente a poderosa classe dos cafeicultores que comandava o aparelho de Estado e o Governo Federal, não tiveram condições de impedir ou frear a industrialização
A classe operária
A expansão do setor industrial levou inevitavelmente ao crescimento da classe operária. Esse crescimento pode ser constatado ao observarmos que em 1880, o país contava com 54 mil operários; em 1920 esse número salta para 200 mil. No decorrer do processo de formação da classe operária no Brasil, surgem também as primeiras organizações trabalhistas e os líderes sindicais que começaram a atuar de forma mais combativa em defesa de reivindicações e interesses dos trabalhadores da indústria.
O surto industrial contribuía para o crescimento das vagas de emprego, mas as condições de trabalho nas fábricas eram absolutamente degradantes. As fábricas empregavam crianças, mulheres e homens que enfrentavam turnos de 14 a 16 horas por dia, não tinham salário mínimo nem remuneração no período de férias, e muito menos indenização por qualquer acidente de trabalho. Em tais condições, as greves começaram a ocorrer.
A primeira greve geral
A maior delas foi iniciada numa fábrica de tecidos em São Paulo, em 1917. Os trabalhadores do setor têxtil aderiram rapidamente ao movimento transformando-o em uma greve geral. A greve geral atingiu até indústrias do interior do Estado, paralisando cerca de 40 mil operários.
Neste episódio, muitos operários foram presos e alguns líderes grevistas foram mortos. Embora tenham sofrido uma brutal repressão policial, e muitas de suas principais reivindicações não tenham sido atendidas, os movimentos grevistas deste período incentivaram uma maior organização da classe trabalhadora, de modo que nos anos seguintes surgiriam inúmeros sindicatos trabalhistas.
A sucessão presidencial
Para suceder Wenceslau Braz na presidência da República, as oligarquias paulistas e mineiras escolheram como candidato o ex-presidente Rodrigues Alves, que conseguiu se eleger. Porém, Rodrigues Alves faleceu logo no início do seu mandato. Assumiu o vice-presidente Delfim Moreira, que governou o país pelo breve período de 1 ano até a convocação de eleições gerais, conforme previa a Constituição Federal.


RODRIGUES ALVES (1918)
                                                   
Eleito para a presidência da república no dia 15.11.1918, não chegou a ser empossado, pois, vítima da gripe espanhola, morreu no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de 1919, e a presidência foi assumida, então, pelo vice-presidente eleito, Delfim Moreira.


DELFIM MOREIRA(1918-1919)



    Delfim Moreira, vice-presidente de Rodrigues Alves, governou provisoriamente o país, visto que a Constituição brasileira previa novas eleições em caso de impedimento do presidente antes de completados dois anos de mandato. Rodrigues Alves nem chegou a tomar posse, pois já estava acometido pela “gripe espanhola”, vindo a falecer no dia 16 de janeiro de 1919.
   Apesar de ficar a frente do Brasil apenas até 28 de julho de 1919, Delfim Moreira assumiu um país com muitos problemas sociais relacionados às greves e deixou o país cerca de dois meses antes nas mãos do titular da pasta de Viação, Afrânio de Melo Franco, pois o presidente sofria de uma doença grave que atrapalhava sua concentração e impedia de exercer seu cargo com eficiência. Tal doença culminaria em sua morte, um ano depois, em 1 de julho de 1920.
Em seu governo, denominado de regência republicana, Delfim Moreira administrou a  reforma do território do Acre, manteve o país presente na Conferência da Paz em Paris, corrigiu o texto do Código Civil brasileiro de 1916, ordenou o fechamento dos sindicatos da então capital brasileira Rio de Janeiro e decretou intervenção no estado de Goiás.
Epitácio Pessoa, enviado como representante da Conferência da Paz que simbolizou o fim da Primeira Guerra Mundial, assume a presidência do Brasil em julho de 1919, porém Delfim Moreira permanece na vice-presidência até o momento de sua morte, deixando o cargo para Francisco Álvaro Bueno de Paiva.


Identificação:
Aluna: Priscila dos Anjos Silva
Série / turma: 3º “B”